Vendo tudo, por qualquer dinheiro
Um balde de obra, cimento, uma colher de pedreiro
Quatro ferraduras, o cavalo, um velho ferreiro
A mulher, duas amantes seminovas, o cunhado...
E a sogra leva quem chegar primeiro
Vendo um índio, um casal português e todo o Congresso Brasileiro
O Amazonas, São Paulo, o Piauí e um crivado Rio de Janeiro
Um cafetão, quinze putas e um bem situado pardieiro
Um galo de briga, dois pintinhos, milho picado...
E, por fim, todo o galinheiro
A filha virgem, minha jóia mais cara, vendo ao mais rico joalheiro
Sete pecados capitais, um altar, dois perdões, o pastor e o obreiro
Vendo três horas, um domingo, o ano quase todo, mas só de março a janeiro
Dois versos de Vinícius, um acorde do Tom e, do Jackson, o pandeiro
Um rolo de papel, sabão líquido, a torneira e esses versos que fiz nu no banheiro
2007
Um balde de obra, cimento, uma colher de pedreiro
Quatro ferraduras, o cavalo, um velho ferreiro
A mulher, duas amantes seminovas, o cunhado...
E a sogra leva quem chegar primeiro
Vendo um índio, um casal português e todo o Congresso Brasileiro
O Amazonas, São Paulo, o Piauí e um crivado Rio de Janeiro
Um cafetão, quinze putas e um bem situado pardieiro
Um galo de briga, dois pintinhos, milho picado...
E, por fim, todo o galinheiro
A filha virgem, minha jóia mais cara, vendo ao mais rico joalheiro
Sete pecados capitais, um altar, dois perdões, o pastor e o obreiro
Vendo três horas, um domingo, o ano quase todo, mas só de março a janeiro
Dois versos de Vinícius, um acorde do Tom e, do Jackson, o pandeiro
Um rolo de papel, sabão líquido, a torneira e esses versos que fiz nu no banheiro
2007

