1 de fevereiro de 2008

Soneto ao amor

Preso, atado, clausuro.
Ilhado, sozinho, perdido.
Surdo, mudo, cego no escuro.
Recluso, em regime fechado, escondido.

Banido, tocado, expulso, exilado.
Náufrago, prisioneiro, detido.
Trancado, algemado, à deriva, engessado.
Parado, ancorado, amarrado, retido.

Com fome, com sede, com frio.
Com náusea, com febre, com dor.
Com sangue, com marcas, em calafrio.

Sombrio, sem forças, sem voz, sem pudor.
Senhor sem escravos, sem rosto, sem ego, sem cio.
Espio, é ele, sem passado ou memória, mas cheio de amor.

2005

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.