13 de maio de 2010

Tem sempre um dia

Tem sempre um dia
em que o fraco esmaga
É quando a vida o traga
Quando o cruel lhe afaga
Um dia, o gozado encarna
É quando a dor não sara
Quando o cego o encara
Quando o que está preso
o amarra

Tem sempre um dia
em que o tolo aprende
É quando a chama acende
Quando a verdade mente
Um dia, o carcereiro solta
É quando o detento volta
Quando dormir a escolta
é quando o calmo
se revolta

Tem sempre um dia
em que a flor não abre
É quando o tolo sabe
Quando o seguro em si desabe
Um dia, o sol não nasce
É quando a certeza fez-se impasse
Quando a presa ao caçador cace
É quando o manso já não lhe oferece
a face

Tem sempre um dia
em que o amor se cansa
E quando o olhar já não mais alcança
é quando o adulto vai deixar de ser criança
Um dia, todo o mar se ardia
E quando meu bem-querer partia
era quando outra mulher surgia
fazendo outra jura assim...
e eu ia

2010

Tudo acabado

Coisa estranha querer bem
Gesto extremo amar alguém
Estar junto, sentir paixão
Dizer sim querendo dizer não

Esquecer princípios, posições
Cerrar os olhos, colher ilusões
Se perder na trilha rumo ao nada
Trair o amor ao ser beijada

Coisa insana, ato chulo
Verso amargurado
se de outra cama eu pulo

Acordo rasgado, sonho acordado
Ferida que não curo
Paixão, tesão... tudo acabado

2007

Quem sou eu

Minha foto
Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.