Tem sempre um dia
em que o fraco esmaga
É quando a vida o traga
Quando o cruel lhe afaga
Um dia, o gozado encarna
É quando a dor não sara
Quando o cego o encara
Quando o que está preso
o amarra
Tem sempre um dia
em que o tolo aprende
É quando a chama acende
Quando a verdade mente
Um dia, o carcereiro solta
É quando o detento volta
Quando dormir a escolta
é quando o calmo
se revolta
Tem sempre um dia
em que a flor não abre
É quando o tolo sabe
Quando o seguro em si desabe
Um dia, o sol não nasce
É quando a certeza fez-se impasse
Quando a presa ao caçador cace
É quando o manso já não lhe oferece
a face
Tem sempre um dia
em que o amor se cansa
E quando o olhar já não mais alcança
é quando o adulto vai deixar de ser criança
Um dia, todo o mar se ardia
E quando meu bem-querer partia
era quando outra mulher surgia
fazendo outra jura assim...
e eu ia
2010
em que o fraco esmaga
É quando a vida o traga
Quando o cruel lhe afaga
Um dia, o gozado encarna
É quando a dor não sara
Quando o cego o encara
Quando o que está preso
o amarra
Tem sempre um dia
em que o tolo aprende
É quando a chama acende
Quando a verdade mente
Um dia, o carcereiro solta
É quando o detento volta
Quando dormir a escolta
é quando o calmo
se revolta
Tem sempre um dia
em que a flor não abre
É quando o tolo sabe
Quando o seguro em si desabe
Um dia, o sol não nasce
É quando a certeza fez-se impasse
Quando a presa ao caçador cace
É quando o manso já não lhe oferece
a face
Tem sempre um dia
em que o amor se cansa
E quando o olhar já não mais alcança
é quando o adulto vai deixar de ser criança
Um dia, todo o mar se ardia
E quando meu bem-querer partia
era quando outra mulher surgia
fazendo outra jura assim...
e eu ia
2010
