Quando me amar
preserve as juras
pise a flor
prefira as surras
Pois desconfio delas
e detesto flores
Já que amar é sofrimento
é circo de horrores
Quando me bater
preserve a cara
encoste o taco
prefira o tapa
Pois inda guardo nela
todos os seus beijos
que disparastes rijo
e cheio de desejo
Quando me morder
preserve a aorta
embanhe a faca
não me fure morta
Pois correm por ela
todos os seus vírus
que me passas teso
quando me viro
Quando me chutar
preserve o ventre
recolha as botas
me quebre os dentes
Pois carrego nele
sua mais nova semente
que plantaste bêbado
e com olhar demente
Quando me humilhar
seja bem perverso
me inspire sempre
a escrever mais versos
Pois coloco neles
todo o amor, dor e prazer
Para inverter na cama
e só ali, dominar você
2005
preserve as juras
pise a flor
prefira as surras
Pois desconfio delas
e detesto flores
Já que amar é sofrimento
é circo de horrores
Quando me bater
preserve a cara
encoste o taco
prefira o tapa
Pois inda guardo nela
todos os seus beijos
que disparastes rijo
e cheio de desejo
Quando me morder
preserve a aorta
embanhe a faca
não me fure morta
Pois correm por ela
todos os seus vírus
que me passas teso
quando me viro
Quando me chutar
preserve o ventre
recolha as botas
me quebre os dentes
Pois carrego nele
sua mais nova semente
que plantaste bêbado
e com olhar demente
Quando me humilhar
seja bem perverso
me inspire sempre
a escrever mais versos
Pois coloco neles
todo o amor, dor e prazer
Para inverter na cama
e só ali, dominar você
2005
