Ponto e vírgula

Palavras em forma de versos.

4 de novembro de 2000


Postado por Eduardo Garnier às 23:35
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Quem sou eu

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Eduardo Garnier
Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.
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Palavras duras

AOS MEUS DOIS LEITORES

Em alguma tarde ou noite, fria ou quente, de um dia qualquer, dum mês esquecido, do ano de 1976, aos 14 anos mal vividos, tudo começou. Coloquei numa folha de papel palavras que rimavam umas as outras. Sem muito sentido, muito sentido, atirando em todos os sentidos. Nascia ali os versos de um texto chamado "Contrastes", que mais adiante publicarei neste espaço. E não consegui parar. Hoje, aos 45 anos, eles já somam mais de 400. Ao longo do tempo todos terão sua vez neste "Ponto e vírgula". Alguns, são o reflexo da mais pura inocência, da delicadeza. Outros, revelam de forma nua o maior e mais terrível ceticismo.
São palavras de formato duro, muita das vezes, acho que em grande maioria. Doces, em raros momentos. São impressões do cotidiano, observações da vida, mensagens de desabafo, de protesto e coisas da imaginação. Relatos de uma vida, de vidas alheias, paixões vividas, paixões que tentei viver, desilusões, sentimentos, emoções, sexo, traição... A vida do país, o mundo em movimento, minha vida, nossa vida, a de ninguém.
Agora resolvi compartilhar esses momentos com quem tiver algum tempo, muita paciência e alguma curiosidade. É possível conhecer muito uma pessoa observando o que ela escreve. É possível não conhecer nada, escrever de tudo, tudo saber, nada entender... mesmo quando o tudo são apenas pontos e vírgulas saídos da imaginação.

A opção encontrada sempre foi o verso. Com certeza sem talento, mas sempre buscando a sonoridade, a musicalidade escondida em cada palavra, cada verso, cada estrofe. Sem pretender impressionar, sem rebuscamentos, sempre na trilha da simplicidade e tentando não perder de vez a sanidade.
Sou um músico reprimido, não posso negar. Gostaria de fazer letras musicais, talvez sem encanto algum. Mas gostaria.
Compartilhe comigo algumas coisas saídas do fundo da alma, do vazio do peito, da imaginação, do escuro do quarto, do fundo dos copos e do frio e do quente dos corpos. Das manchetes de jornal, dos livros, da história, dos becos...
Faça um comentário, se achar que vale a pena. E, saiba, nunca será respondido.
Perdoem os erros de português. Não gosto de correções automáticas e tenho preguiça de consultar o dicionário.

AOS MEUS FILHOS

Embora tenha liberado o acesso para os amigos, este espaço foi criado pensando em vocês. Aos sete e aos dez anos, neste ano de 2007, quando criei este espaço encorajado pelo amigo Tadashi _ bom parceiro e bom papo, a quem agradeço _, vocês não teriam ainda a maturidade necessária, a paciência e o interesse. Leiam as insanidades que seu pai escrevia e lembrem-se que eu os amava, os amo e sempre amarei.

Sejam felizes!

À MINHA MULHER


Embora de forma não declarada, você está e nós estamos em muitos pontos e muitas vírgulas do que escrevi. E lembre-se: eu a amava, a amo e sempre amarei.

A ANDRÉ TADASHI

Como a vida é mesmo uma grande festa, na qual entrei sem ser convidado e vou sair antes do fim, se o segurança me jogar lá fora peço que publique aqui tudo o que escrevi. Por favor! Valeu?