18 de março de 2010

Alva

Teu sorriso doce
foi perdendo o açúcar
e por fim amargou-se
Teus cabelos abertos em flor
que andavam soltos no ar
voaram como nosso amor

Por causa dum sarro
as pernas de louça
tornaram-se barro
Por não saber o que quer
Adormecestes moça
e acordastes mulher

Os olhos outrora rasos
escondem-se hoje no fundo
confundindo seus passos
Mãe e filho, duas vidas iguais
no estribilho dum mundo
diferente demais

E vamos adiando a verdade
até que um dia nos bata
no corpo todo a saudade
E nos cotovelos das patas
sentir a malícia e maldade
das carícias do amor e seus tapas

1985

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.