Por detrás do esparadrapo
resta o que sobrou de ti:
um molambo, um velho trapo
Por detrás do esparadrapo
se esconde a jura que não fez,
a saudade do amor ingrato
Por detrás do esparadrapo
a vontade de morrer,
de gritar, de se perder no mato
Por detrás do esparadrapo
adormece a ferida,
a lama, o esgoto, o rato
Por detrás do esparadrapo
a poesia mais bonita,
o bote... e a cobra come o sapo
Por detrás do esparadrapo
avisto os teus cacos,
varro, junto e cato
Por detrás do esparadrapo
o deserto imenso,
o abutre, o cacto
Por detrás do esparadrapo
existem mãos amigas:
a aliança, o pacto
Por detrás do esparadrapo
seu coração em sinuca:
o pano verde, o taco
Por detrás do esparadrapo
dois olhos te fulminam:
o bêbado, o vulgar, o chato
1985
resta o que sobrou de ti:
um molambo, um velho trapo
Por detrás do esparadrapo
se esconde a jura que não fez,
a saudade do amor ingrato
Por detrás do esparadrapo
a vontade de morrer,
de gritar, de se perder no mato
Por detrás do esparadrapo
adormece a ferida,
a lama, o esgoto, o rato
Por detrás do esparadrapo
a poesia mais bonita,
o bote... e a cobra come o sapo
Por detrás do esparadrapo
avisto os teus cacos,
varro, junto e cato
Por detrás do esparadrapo
o deserto imenso,
o abutre, o cacto
Por detrás do esparadrapo
existem mãos amigas:
a aliança, o pacto
Por detrás do esparadrapo
seu coração em sinuca:
o pano verde, o taco
Por detrás do esparadrapo
dois olhos te fulminam:
o bêbado, o vulgar, o chato
1985

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