15 de novembro de 2007

Soneto à boceta

Porque és tão pusilânime?
Infame! És somente boceta!
E, como tal, és em mim unânime
até que em gozo me converta.

Rosada, pálida, desgrenhada e fétida.
Por ti irmão mata irmão e, então,
és retorno ao começo da vida
e dádiva solitária ao toque de mão.

Ah, boceta! Como és difícil,
às vezes, quando não encantas a serpente
que te canta e que por ti se fez viril.

És sempre igual, soberba e diferente.
Indiferente, amada, reles, maldita, intacta e vil.
Sou só mais um, em meio a mil, e me acabo assim, tão de repente.

2005

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.