Porque és tão pusilânime?
Infame! És somente boceta!
E, como tal, és em mim unânime
até que em gozo me converta.
Rosada, pálida, desgrenhada e fétida.
Por ti irmão mata irmão e, então,
és retorno ao começo da vida
e dádiva solitária ao toque de mão.
Ah, boceta! Como és difícil,
às vezes, quando não encantas a serpente
que te canta e que por ti se fez viril.
És sempre igual, soberba e diferente.
Indiferente, amada, reles, maldita, intacta e vil.
Sou só mais um, em meio a mil, e me acabo assim, tão de repente.
2005
Infame! És somente boceta!
E, como tal, és em mim unânime
até que em gozo me converta.
Rosada, pálida, desgrenhada e fétida.
Por ti irmão mata irmão e, então,
és retorno ao começo da vida
e dádiva solitária ao toque de mão.
Ah, boceta! Como és difícil,
às vezes, quando não encantas a serpente
que te canta e que por ti se fez viril.
És sempre igual, soberba e diferente.
Indiferente, amada, reles, maldita, intacta e vil.
Sou só mais um, em meio a mil, e me acabo assim, tão de repente.
2005

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