15 de junho de 2008

Na Lapa

Na Lapa
tudo se amoita e tudo se comenta
Um exército de fracos
se agüenta
Um libertino à solta
se acorrenta
Na Lapa, todo mundo se senta
E tudo, tudo acaba em sêmen
na placenta

Na Lapa
tudo é quieto e se move
Um pelotão de solitários
se envolve
Um gatuno aos berros
pede que se prove
Na Lapa, todo olhar comove
E tudo, tudo num quarto escuro
se resolve

Na Lapa
todo o sangue se esvai, todo corpo grita
E um batalhão de samangos
se prontifica
Um puritano de cuecas
vomita
Na Lapa, todo mundo pratica
E todo, todo o prazer depois jorra
em bicas

1986

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.