A despeito de tudo
eu ainda te amo
Apesar de cego e mudo
dormindo sei que te chamo
Em respeito à fome
quando sobra eu como
Por confiar no homem
sempre e só me dano
A despeito da fraude
minha rainha eu te proclamo
Apesar de despejado e nômade
nunca fui pra ti cigano
Em respeito ao nome
não me chame assim... fulano
Por tanta noite insone
envelheci mais dois durante um ano
A despeito do passado
não refiz os planos
Adormeci amado
mas foi ledo engano
Lhe estender a mão
é sempre um ato insano
Que fazer, então
se é a você que amo?
2008
eu ainda te amo
Apesar de cego e mudo
dormindo sei que te chamo
Em respeito à fome
quando sobra eu como
Por confiar no homem
sempre e só me dano
A despeito da fraude
minha rainha eu te proclamo
Apesar de despejado e nômade
nunca fui pra ti cigano
Em respeito ao nome
não me chame assim... fulano
Por tanta noite insone
envelheci mais dois durante um ano
A despeito do passado
não refiz os planos
Adormeci amado
mas foi ledo engano
Lhe estender a mão
é sempre um ato insano
Que fazer, então
se é a você que amo?
2008

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