Sou dionisíaco, eu sei
Mas meus verbetes
são como os traços de Apolo
Perfeitos, sóbrios
...e chora em seu colo
Sou incrédulo, eu sei
Mas minha letra
é como a magia de Tupã
Irradia uma aurora infinita
...e anuncia o amanhã
Sou bandido, eu sei
Mas minhas falas
são como as balas do xerife
Abalam as bases dos audazes
...e solta o patife
Sou desafinado, eu sei
Mas minha voz
é como canto de sereia
Naufraga você que é viajante
... e molha a areia
Sou parvo, eu sei
Mas minha escrita
é como o sábio Salomão
Parte ao meio os inocentes
...e perde a razão
Sou injusto, eu sei
Mas meus versos
são como a justiça de Pilatos
Lava as mãos
...e livra os insensatos
Sou pequeno, eu sei
Mas minhas palavras
são como a funda de David
Afundam a fronte do gigante
...e olha ele ali
1986
Mas meus verbetes
são como os traços de Apolo
Perfeitos, sóbrios
...e chora em seu colo
Sou incrédulo, eu sei
Mas minha letra
é como a magia de Tupã
Irradia uma aurora infinita
...e anuncia o amanhã
Sou bandido, eu sei
Mas minhas falas
são como as balas do xerife
Abalam as bases dos audazes
...e solta o patife
Sou desafinado, eu sei
Mas minha voz
é como canto de sereia
Naufraga você que é viajante
... e molha a areia
Sou parvo, eu sei
Mas minha escrita
é como o sábio Salomão
Parte ao meio os inocentes
...e perde a razão
Sou injusto, eu sei
Mas meus versos
são como a justiça de Pilatos
Lava as mãos
...e livra os insensatos
Sou pequeno, eu sei
Mas minhas palavras
são como a funda de David
Afundam a fronte do gigante
...e olha ele ali
1986

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