2 de fevereiro de 2009

Faz de conta

São coisas do passado
que embrulham o presente
São juras irrestritas,
irreais...

Dilacerando o meu peito
Confundindo os meus passos
Me apertando em abraços
que me roubam a paz

E que me soltam em abismos
Em abismos prá nunca mais

* * *

São coisas que vêm à tona
e que detonam bombas
Humilhas, fustigas,
zombas...

Vê o que sobrou de mim
Vê que pobre molambo
Nesse boteco dançando um tango
no reino do faz de conta

E agora é tarde meu bem
Meu olho em outro desconta

1986

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.