Eu não quero mamar nas tetas
da solidão
Por isso vou à guerra
de arco e farpa na mão
Também não quero um amor
gerado nas coxas da ingratidão
Por isso vou deflorar o sexo dos anjos
co’a minha mão
Eu não quero me afogar num mar
só por ele ser feito de prazer
Por isso vou nadar próximo à praia
agarrado à saia
de meu bem-querer
Também não quero que me chamem covarde
só por ter pensado em correr
Por isso vou correr com as pernas bambas
vestindo trocado as tangas
trocadas na hora “h” do prazer
Eu não quero esmolas do amor
Viu, quero não
Quero uma conta-corrente nos bancos de areia
de teu coração
Eu não quero sacolas da vida
para encher de saudades não
Que eu já tô de saco cheio
com tamanha recordação
1985
da solidão
Por isso vou à guerra
de arco e farpa na mão
Também não quero um amor
gerado nas coxas da ingratidão
Por isso vou deflorar o sexo dos anjos
co’a minha mão
Eu não quero me afogar num mar
só por ele ser feito de prazer
Por isso vou nadar próximo à praia
agarrado à saia
de meu bem-querer
Também não quero que me chamem covarde
só por ter pensado em correr
Por isso vou correr com as pernas bambas
vestindo trocado as tangas
trocadas na hora “h” do prazer
Eu não quero esmolas do amor
Viu, quero não
Quero uma conta-corrente nos bancos de areia
de teu coração
Eu não quero sacolas da vida
para encher de saudades não
Que eu já tô de saco cheio
com tamanha recordação
1985

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