23 de janeiro de 2009

Por amor

Algo no ar
Algo no vento
Algo na lua...
e que em meu pensamento
é uma mulher seminua

Algo no sol
Algo no mar
Algo no céu...
e que em meu jeito de olhar
é arrependimento de réu

Algo nas águas
Algo no rio a correr
Algo nas algas...
Que salga todo meu ser
Que me condena e me salva

Algo nos olhos
Algo nas flores
Algo no ser humano...
e que em todos os meus amores
tem um certo “q” de engano

Algo que queima
Algo que adere
Algo que brilha...
e que em meu peito me fere
e que desconhece partilha

Algo no som dos poetas
Algo no andar da morena
Algo que vira todas as setas...
Que em meu peito envenena
e que só com outro amor se conserta

Algo que abre os corações
Algo que desabrocha em flor
Algo que cria mil ilusões...
E que, por fim, leva a marionete do amor
sem amor, por amor, a se enforcar nos cordões

1978

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.