23 de janeiro de 2009

Cabeças gêmeas

Você quer me desnudar? Eu permito
Ateio-te fogo, incendeio-te sem ser palito
Sou geminiano dos pés à cabeça
Se você pede que’u cresça
eu me enterro na terra
E se você disser apareça
ela mais se enterra
Cabeça dura que somente mente e erra
mas que prezo, pois só me fizeram com essa

Você quer me conhecer? Eu deixo
Eu falo muito sem mexer o queixo
Sou inconstante demais
Se um passo a mais
eu não consigo dar
dar um passo atrás
nem pensar
Pois se não me aventuro no mar
também não morro no cais

Você quer me desbravar? Então vem
Eu esbanjo riquezas sem nem ter um vintém
Sou agora o que não sou depois
Na vida vivida a dois
O difícil é serem um só
Muito, muito tempo pros dois
e o laço não vira nó
Se hoje quero estar só
é pra não chorar no depois

1984

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.