18 de dezembro de 2008

Maldita guria

Silenciosamente seco era o seu olhar
e maliciosamente sexy o seu andar
Secamente silencioso era seu beijo
E assim eram meus finais de semana
Já não são mais
Beijando e sendo linguado
Minguando ao ser sugado
Apanhando e acanhado
Abocanhando com a barba a arranhar

Me unia aos seus lábios
sem a beijar
A tinha nos braços
sem abraçar
Olhava para ela e não a via
Mostrava os dentes à ela
mas não sorria

Bendita agonia, pai
Maldita guria, vai
A danada gemia, ai
Deitava e se abria... faz
Chorava e pedia... mais
Por instantes sentia...paz
A maldita até me queria... bem

Uma triste poesia...vem

1984

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.