Fiz do canto, de pronto, um lindo choro
e do choro, em pranto, um novo riso
Somado a tantos fiz um coro
E cantei, pois cantar é preciso
Fiz do olhar que anima lâmina cortante
e dos olhos da menina um novo guizo
Feito Vinícius, fiz da vida uma aventura errante
Como Francis Drake, o navegante
vivi, pois viver é preciso
Fiz dos bares meus mares para refúgio aos descaminhos
e indo a caminho dos males fiquei firme feito fruto verde
Feito Baby Doc fugi sozinho
Sozinho feito John Rambo
lutei como um boina-verde
Fiz do amor que peca peça de um quebra-cabeça
e, pecador, a cabeça em Meca arremeçei contra a parede
Feito Figueiredo pedi me esqueça
Como Cartola pediu naquele samba
O mestre da rosa e verde
Fiz dos versos, confesso, um certeiro punhal
Punhal afiado, de aço, que cravei em seu peito
E feito um Clóvis saí anônimo e feliz no carnaval
Como um pierrô apaixonado, mascarado
ligado e livre, em plena Avenida Central
1986
e do choro, em pranto, um novo riso
Somado a tantos fiz um coro
E cantei, pois cantar é preciso
Fiz do olhar que anima lâmina cortante
e dos olhos da menina um novo guizo
Feito Vinícius, fiz da vida uma aventura errante
Como Francis Drake, o navegante
vivi, pois viver é preciso
Fiz dos bares meus mares para refúgio aos descaminhos
e indo a caminho dos males fiquei firme feito fruto verde
Feito Baby Doc fugi sozinho
Sozinho feito John Rambo
lutei como um boina-verde
Fiz do amor que peca peça de um quebra-cabeça
e, pecador, a cabeça em Meca arremeçei contra a parede
Feito Figueiredo pedi me esqueça
Como Cartola pediu naquele samba
O mestre da rosa e verde
Fiz dos versos, confesso, um certeiro punhal
Punhal afiado, de aço, que cravei em seu peito
E feito um Clóvis saí anônimo e feliz no carnaval
Como um pierrô apaixonado, mascarado
ligado e livre, em plena Avenida Central
1986

Nenhum comentário:
Postar um comentário