31 de outubro de 2008

Luxúria

Na garganta o grito contido
querendo dizer vem
Me lança o olhar perdido
que só você tem, bem
Me despe inteira
e bate com força
Arromba minhas portas
quebra minha louça

Na garganta esse nó cego
querendo implorar me crucifica
Me finca teu prego
qu’esse amor quando bate fica
Me quebra os ossos
com teu abraço
Puxa meus cabelos
me lança seu laço

Na garganta esse desespero
querendo pedir sempre mais
Desbrava minhas matas
atraca em meu cais, ai
Me vira e depois desvira
Diz mais besteira
Me puxa prá beira
Me pira

1991

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.