28 de julho de 2008

Sangue no sommier

Nas mil e uma noites mal dormidas
a coberta parece que acoberta formigas
É quando o inseto do amor vem morder
deixando os ferrões nos ferros do sommier

Luzes e estrelas na rua
e eu aqui quase nua
com o suor a escorrer
pelo corpo do sommier

Sensações estranhas
Alguém tocando as entranhas
Coisa gostosa assim de morrer
E sonhos adormecidos no sommier

Um dos dois se vira no quarto
Outro remexe com os quartos
Sente vontade de se perder
e de ter alguém por cima no sommier

A outra metade saiu prá se divertir
E talvez carinhos com outra vá dividir
Então não há como conter, quero ter
e ponho alguém ao meu lado no sommier

Que bom é sentir o que sinto agora
Pena que já está chegando a hora
da outra metade aparecer
e apagar de novo o fogo do meu sommier

Virou uma festa o meu solitário entardecer
Sussurros, suores, sons, soluços...
Momentos loucos de puro prazer
e eu virada de bruços no sommier

Por que ele tinha que a chave esquecer?
Gritos, tiros, sangue, correria de passos...
Momentos de insanidade e tudo, então, se perder
E eu morta de bruços nos braços do sommier

1985

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.