Como Barrabás fugiu da cruz
Como o diabo evita Jesus
Feito náufrago em luta com urubus
Igual a quem se debate
contra um câncer
Como Guevara, inutilmente,
fugiu de Banzer
Como o pescador fugiu da tempestade
Como o louco evita a realidade
Feito o camponês correndo da cidade
Igual a quem diz sim
querendo dizer não
Como o gato, sempre,
foge do cão
Como Cristo fugiu da Galiléia
Como o cordeiro evita a alcatéia
Feito Glauce presenteada por Medeia
Igual ao condenado
confinado em Alcatraz
Como a virgem, em vão,
foge do rapaz
Como a presa fugiu do predador
Como a graça evita o pecador
Feito o solitário renegando outro amor
Como o negro escravo tentou
quebrar suas amarras
Você pensou, desesperadamente,
em se livrar das minhas garras
Mas como praga que devora a plantação
Como chaga crônica que nasceu de um arranhão
Feito sepse que leva à amputação
Como sombra ao meio dia
que persegue os próprios passos
Eu te prendi, apaixonadamente,
no mais estreito dos abraços
2008
Como o diabo evita Jesus
Feito náufrago em luta com urubus
Igual a quem se debate
contra um câncer
Como Guevara, inutilmente,
fugiu de Banzer
Como o pescador fugiu da tempestade
Como o louco evita a realidade
Feito o camponês correndo da cidade
Igual a quem diz sim
querendo dizer não
Como o gato, sempre,
foge do cão
Como Cristo fugiu da Galiléia
Como o cordeiro evita a alcatéia
Feito Glauce presenteada por Medeia
Igual ao condenado
confinado em Alcatraz
Como a virgem, em vão,
foge do rapaz
Como a presa fugiu do predador
Como a graça evita o pecador
Feito o solitário renegando outro amor
Como o negro escravo tentou
quebrar suas amarras
Você pensou, desesperadamente,
em se livrar das minhas garras
Mas como praga que devora a plantação
Como chaga crônica que nasceu de um arranhão
Feito sepse que leva à amputação
Como sombra ao meio dia
que persegue os próprios passos
Eu te prendi, apaixonadamente,
no mais estreito dos abraços
2008

Nenhum comentário:
Postar um comentário