31 de julho de 2008

Nós dois

Eu e ela somos um par
Um paralelo
Quem sabe a gente se vê no infinito
Quem sabe o paraíso é belo

Ela e eu somos um só
Um só descaminho
Mas quem sabe a gente bate de frente
Quem sabe tira um fininho

Eu e ela somos a parte da Via Láctea
que ninguém penetrou
Quem sabe a gente se descobre
Quem sabe Deus puxa o cobertor

Ela e eu fomos santificados
Mas vai devagar com o andor
Quem sabe o santo é de barro
Ou quem sabe é falso o pastor

Nós dois somos a peça
que o destino pregou
Quem sabe a gente se esquece
Quem sabe ela fica e eu vou

1986

Um comentário:

Simone Barreto disse...

Olá Garnier, que prazer revê-lo. Sempre te via na redação do Fluminense nos idos de 90 para conseguir espaço de divulgação das ações da LBV em Niterói e sempre fui muito bem atendida por você e sua equipe, dos quais guardo muito carinho e gratidão. Gostei muito do poema, traz a sensibilidade da alma de quem ama.
Abs, quando puder acesse meu blog também,
Simone Barreto
http://www.simonefbarreto.blogspot.com/

Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.