2 de abril de 2008

Ácidos

Subo o Everest e me sinto ínfimo
Não te procuro e me sinto íntimo
Chego em último, feliz como o primeiro
Fantasiado em julho como se fosse fevereiro

Levanto vôo para me sentir em terra
Te busco como anjo travestido em fera
Corro, prá chegar em último
Se sou ruim sinto-me ótimo

Vivo, sinto-me póstumo
Longe, sei que sou próximo
Privado quando em público
Bebo prá ficar lúcido

Te amo às claras, como um mágico
Duro, como um membro flácido
Gentil com olhos ácidos
Te venero com versos trágicos

2007

Um comentário:

Anônimo disse...

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.