18 de abril de 2008

Soneto à rotina

A solidão a dois existe
e em meio a multidão sinto-me só
Mas a corda bamba do amor insiste
em tecer em meu peito um nó

Estou cheio da vida
e vazio por dentro
Supurou na ferida
Não sei mais se agüento

Meu bem, é preciso mentir muito bem
Não diga nunca o que mereço ouvir
É cruel demais, melhor mentir

E eu também repito frases e juras iguais, mais de cem
E não é bom repetir mais e mais
Veja só nossos pais

1985

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.