18 de abril de 2008

Nem sempre

É que na noite os gatos
nem sempre são pardos
Assim como os machos
sem gestos de machos
Como todos os golpes
que quase sempre são baixos

É que em verdade os padres
nem sempre são castos
Assim como as freiras
que sabem onde ficam os mastros
Como todos os meios
que não justificam os atos

É que nem todas as uvas
se sustentam no cacho
Assim como a vulva
após perder o cabaço
é que toda viúva
nem sempre espera por macho

Como a vida nem sempre
põe tesão lá embaixo
é que a luz de repente
se transforma num facho
e o prazer dá na gente
irritação e cansaço

2007

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.