4 de março de 2008

Soneto às palavras

Soletro, pulso e conjugo
sofrimento com alegria.
Incansável, carrego esse meu jugo,
que idiotas chamam poesia

Em cada vírgula reticente
o flashback de uma vida,
passada a limpo num repente
e sem vitória adquirida.

Que prazer mais masoquista e infame,
se palavras não redimem esse homem,
que apenas cai no poço e entra em pane.

Nessa dor a corda enrosca o abdome
e já me corta os pulsos o arame.
Pontos, vírgulas, vermes... todos já me comem.

2005

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.