Soletro, pulso e conjugo
sofrimento com alegria.
Incansável, carrego esse meu jugo,
que idiotas chamam poesia
Em cada vírgula reticente
o flashback de uma vida,
passada a limpo num repente
e sem vitória adquirida.
Que prazer mais masoquista e infame,
se palavras não redimem esse homem,
que apenas cai no poço e entra em pane.
Nessa dor a corda enrosca o abdome
e já me corta os pulsos o arame.
Pontos, vírgulas, vermes... todos já me comem.
2005
sofrimento com alegria.
Incansável, carrego esse meu jugo,
que idiotas chamam poesia
Em cada vírgula reticente
o flashback de uma vida,
passada a limpo num repente
e sem vitória adquirida.
Que prazer mais masoquista e infame,
se palavras não redimem esse homem,
que apenas cai no poço e entra em pane.
Nessa dor a corda enrosca o abdome
e já me corta os pulsos o arame.
Pontos, vírgulas, vermes... todos já me comem.
2005

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