Não me deixo levar
porque não há tempo
Quero assim flutuar
ao sabor do vento
Sou hoje um rio fora do curso
que não retorna jamais
Sou o amigo urso
que traz sempre palavra de paz
Não me deixo sangrar
porque não há sangue
Quero assim desatar
minhas amarras do mangue
Águas passadas por todos os tolos
não movem mais este moinho
Mas moverão outros
adiante do caminho
Não me deixo viver
porque não há mais jeito
Quero assim morrer
de paixão no peito
Por isso me esqueça!
Pois eu firo como lança
e me lanço feito bálsamo
por sobre sua cabeça
1985
porque não há tempo
Quero assim flutuar
ao sabor do vento
Sou hoje um rio fora do curso
que não retorna jamais
Sou o amigo urso
que traz sempre palavra de paz
Não me deixo sangrar
porque não há sangue
Quero assim desatar
minhas amarras do mangue
Águas passadas por todos os tolos
não movem mais este moinho
Mas moverão outros
adiante do caminho
Não me deixo viver
porque não há mais jeito
Quero assim morrer
de paixão no peito
Por isso me esqueça!
Pois eu firo como lança
e me lanço feito bálsamo
por sobre sua cabeça
1985

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