1 de março de 2008

Me esqueça

Não me deixo levar
porque não há tempo
Quero assim flutuar
ao sabor do vento

Sou hoje um rio fora do curso
que não retorna jamais
Sou o amigo urso
que traz sempre palavra de paz

Não me deixo sangrar
porque não há sangue
Quero assim desatar
minhas amarras do mangue

Águas passadas por todos os tolos
não movem mais este moinho
Mas moverão outros
adiante do caminho

Não me deixo viver
porque não há mais jeito
Quero assim morrer
de paixão no peito

Por isso me esqueça!
Pois eu firo como lança
e me lanço feito bálsamo
por sobre sua cabeça

1985

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Quem sou eu

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Niterói, Rio de Janeiro, Brazil
Nasci em 1962, sou casado, tenho dois filhos e adoro simplicidade. Formado em Jornalismo, sempre gostei de brincar com as palavras, de tirar delas o som, o sentido não exposto, o sentimento.