Pelas ilhotas do mar
Pelos confins dessa terra
Pelas mesas de um bar
e pela boca do que berra
solto meus gritos
No peito dos ricos
Na cabeça dos tolos
Nos altos, nos picos
em novelos e rolos
enrolo conflitos
Pelos bancos das praças
Pelos botecos da avenida
Pelo passo manco das massas
e os bonecos da vida
é que escrevo aflito
Pelos amigos de sempre
e os inimigos do dia-a-dia
Pela raça da gente
Por não ter pão e ter poesia
meu universo é infinito
1984
Pelos confins dessa terra
Pelas mesas de um bar
e pela boca do que berra
solto meus gritos
No peito dos ricos
Na cabeça dos tolos
Nos altos, nos picos
em novelos e rolos
enrolo conflitos
Pelos bancos das praças
Pelos botecos da avenida
Pelo passo manco das massas
e os bonecos da vida
é que escrevo aflito
Pelos amigos de sempre
e os inimigos do dia-a-dia
Pela raça da gente
Por não ter pão e ter poesia
meu universo é infinito
1984

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