Em tuas bêbadas vigílias
você é loira e o olho não pisca
Mas me sinto sua caça
e me exponho feito isca
Em tuas bêbadas vigílias
não és mulher, pois és pura
E se embriaga e também se estilhaça
És a bêbada do curso que inveja os bem vividos
Em minhas bêbadas vigílias
me sinto um teu vigia
e te persigo com o olhar
E em nossas bêbadas vigílias
Trocamos poesia
bebemos de bar em bar
Sim, sou o bêbado da corte
e és a bêbada que furto
* * *
Em tuas bêbadas vigílias
você é a loira que o olho não pisca
Não me dá uma pista
mas olhares doces arrisca
Em tuas bêbadas vigílias
a loira suada é quem te possui
E te sufoca, e te corrói, e te polui
És a bêbada do corte que dilacera os meus sentidos
Em minhas bêbadas vigílias
sonho com os meus dedos
se degelando nos seus ossos
E em nossas bêbadas vigílias
trocamos sons, quase segredos
encharcados de remorsos
Enfim, sou o bêbado-da-corte
e és a bêbada que curto
1985
você é loira e o olho não pisca
Mas me sinto sua caça
e me exponho feito isca
Em tuas bêbadas vigílias
não és mulher, pois és pura
E se embriaga e também se estilhaça
És a bêbada do curso que inveja os bem vividos
Em minhas bêbadas vigílias
me sinto um teu vigia
e te persigo com o olhar
E em nossas bêbadas vigílias
Trocamos poesia
bebemos de bar em bar
Sim, sou o bêbado da corte
e és a bêbada que furto
* * *
Em tuas bêbadas vigílias
você é a loira que o olho não pisca
Não me dá uma pista
mas olhares doces arrisca
Em tuas bêbadas vigílias
a loira suada é quem te possui
E te sufoca, e te corrói, e te polui
És a bêbada do corte que dilacera os meus sentidos
Em minhas bêbadas vigílias
sonho com os meus dedos
se degelando nos seus ossos
E em nossas bêbadas vigílias
trocamos sons, quase segredos
encharcados de remorsos
Enfim, sou o bêbado-da-corte
e és a bêbada que curto
1985

Nenhum comentário:
Postar um comentário